Minha paixão pelo Nelore começou com a vinda da família do Sul do Paraná para o Mato Grosso, em 1978. Durante as viagens, muito me chamava a atenção os animais brancos na imensidão das pastagens do Centro-Oeste brasileiro.
Em 1983, iniciei o curso de Engenharia Agronômica em Bandeirantes, no Paraná, e foi nessa época que visitei a exposição de Ourinhos. E foi ali que vi Nelores estabulados pela primeira vez na vida! De tudo, o que mais me chamou a atenção, foi a mansidão dos animais. Durante cinco anos cursei a faculdade na FFALM e não perdi uma exposição em Ourinhos e Londrina, além de outras no interior de São Paulo, também foi na faculdade que fiz meus primeiros cursos de julgamento de animais, entre eles Gir e Nelore. Quem ministrou meu primeiro curso de julgamento em Nelore foi o senhor Ubaldo Olea (in memoriam), criador e técnico da ABCZ. Estava formada a vontade de criar Nelore. Eu me formei em 1987 e fui trabalhar com minha família no MT, especialmente com agricultura, mas em 1988 já iniciei uma pequena pecuária, com animais zebus adquiridos da Fazenda Brasil, do senhor Ismael Rezende (in memoriam).
Em 1989, adquiri algumas Nelore PO, gado de origem da criação do Sr Celso Garcia Cid. Já no ano seguinte começamos a usar a técnica de IA. Eu mesmo fazia as IA. O sistema era de observação de cio, com uso de rufiões. Apesar de todo trabalho, tivemos sucesso. Em 1990 conheci aquele que veio a ser o criador que me inspirou, o Sr Antônio Luiz de Castro (in memoriam), da fazenda Paulicéia. Também em seguida tive oportunidade de adquirir mais animais, entre eles destaco o Plantel da fazenda Basso, onde Sr Nicolini, diretor do grupo, conduziu o negócio e me deu a oportunidade de adquirir um dos melhores plantéis do estado na época. Eu me lembro de um bezerro que veio ao pé da vaca , filho do Fajardo, Hairi, que foi estabulado e foi campeão de categoria em Uberaba na ExpoZebu. Também foi quinto colocado no grande prêmio. Naquela época, usávamos o nome de Agropecuária Charqueada, que ainda pertencia à sociedade com meus irmãos e meu pai.
Em 2003, vendi esse gado para meu irmão Salvio Reis (in memoriam), e fiquei alguns anos afastados das fazendas. Recomeçamos em 2012, com aquisição de um gado da fazenda Paulicéia e já usando as facilidades dos leilões modernos. Esse é um capítulo à parte na história do Nelore, onde Paulo Horto e equipe tem uma contribuição imensa para desenvolvimento da raça.
Por ocasião do georrefrenciamento, descobrimos que havia uma Fazenda São Jerônimo mais antiga que a minha no município então para diferenciar nomeamos a Fazenda São Jerônimo do Sozinho, em alusão ao Ribeirão que faz divisa Sul da propriedade e também ao Lago do Sozinho, construído em 1992, durante as aquisições nos leilões, o JCJ falou o Nelore da fazenda São Jerônimo do Sozinho, o Nelore que não te deixa sozinho. E aí nasce o Nelore do Sozinho.
Então, esse é um ano de aniversário significativo. Fazem 35 anos que crio Nelore puro e continuamos com o mesmo entusiasmo, agora acompanhado pela nova geração! Meus filhos e genro fazem parte do negócio! Minha mulher Viviane, além da paixão que desenvolveu pelos animais e pela fazenda, é quem se dedica a tudo que quer dizer com organização e capricho. Meu genro Gabriel e Uliana vivem o dia a dia da fazenda, e são quem costumam representar o Nelore do Sozinho em leilões e exposições. Meu filho Vitório Arlei, com apenas 12 anos, gosta de fazer pequenos projetos de instalações para cuidarmos dos animais e minha filha Mariana e o marido Gustavo, também são entusiastas. Mariana tem uma marca de roupas e acessórios em estilo country que leva a marca do gado da fazenda: a cruz Ansata. E essa é a história a ser contada a seguir.
Uliana Reis: +55 65 99900-7766 Gabriel Pavesi: +55 65 99994-7766
Conheça Nelore do Sozinho: www.instagram.com/neloredosozinho/





HOWDY COWGIRL!
Bem-vindos à primeira grife western brasileira
Nascida dentro dos currais da fazenda, a marca da cruz tornou-se um símbolo de estilo e tradição. Um dia, a filha Mariana Reis, usou o mesmo ferro de marcar o gado, para queimar uma bolsa de couro.
Assim, nasceu em 2016 o projeto da sua própria marca de acessórios. Uma marca cheia de personalidade que representasse o estilo da jovem criada entre a cidade, a fazenda e as provas de três tambores.
Toda a linha de bolsas, cintos e calçados são de fabricação própria, e desenvolvidos com carinho e experiência de quem vive intensamente o estilo de vida. O conforto é levado muito a sério quando se trata de vestir quem trabalha na fazenda e tem uma vida agitada na cidade, e este é o tema da coleção 2024 ESSÊNCIA.
Não dá para negar que essa família sabe o que faz quando se trata de experiência. Durante a ExpoZebu 2024 o estande permaneceu movimentado, sempre muito bem frequentado entre criadores e influenciadores.
Todos esperando pelo disputado banquinho no HATBAR da loja.
HATBAR é uma experiência que a marca pioneira em personalização de chapéus oferece.
Hoje, a ANSATA COUNTRY possui uma loja física em Balneário Camboriú e um e-commerce forte. A loja faz participações notáveis em eventos relacionados aos negócios da família por todo o Brasil. A cruz ansata, antes apenas uma marca de gado, agora representa a paixão, a tradição, o estilo de vida e o sucesso dessa família empreendedora.
Conheça ANSATA COUNTRY: ansatacountry.com.br/





